OAXACA: REPRESSÂO E RESISTÊNCIA

O movimento popular de Oaxaca sofre mais um dia brutal

 
Batalha entre a APPO e a PFP em Oaxaca após a Marcha

Depois de protestar pacificamente contra a presença de forças da polícia federal na cidade de Oaxaca no dia 25 de novembro de 2006, o povo de Oaxaca sofreu ataques-relâmpago de policiais e paramilitares. A guerra de baixa intensidade sofrida pelo povo oaxaquenho recrudesceu a um novo nível quando a polícia e os paramilitares atuaram coordenadamente para abrir fogo contra manifestantes. Centenas de pessoas foram presas, desaparecidas, feridas ou estão escondidas nas casas por temerem por suas vidas. O terror permeia a cidade, mas o movimento popular de Oaxaca se reagrupa para outro dia de luta pela saída de Ulises Ruiz. Leia mais

Foram relatados quatro grupos armados diferentes operando na cidade de Oaxaca neste momento: paramilitares apoiados pelo PRI, a Polícia Federal Preventiva (PFP), a polícia estadual e a Polícia Federal Investigativa (AFI). Estações de rádio do PRI têm incitado ataques ao divulgar as ruas e bairros nos quais os manifestantes haviam se escondido. Eles também encorajaram ataques a estrangeiros solidários à APPO. Leia mais

Minuto a Minuto: Nov. 26 (ing) || 26 de Nov. (esp) || Nov. 25 (ing) || 25 de Nov.(esp)

Fotos: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6

[ Presos || Feridos || Desaparecidos ]

Notícias e solidariedade: Rádio APPO || Indymedia Oaxaca || CMI Chiapas || Centro de Medios Libres || Narco News || Oaxaca Revolt || Indybay || El Enemigo Común

O movimento popular de Oaxaca sofre mais um dia brutal
pela Rádio Zapote

25 de novembro de 2006 - Um protesto pacífico em Oaxaca foi reprimido pela polícia federal aquartelada no centro da cidade. Ao anoitecer, havia relatos de alguns mortos, centenas de presos e feridos e muitos desaparecidos.


Hoje, após a sétima megamarcha em Oaxaca, membros da APPO tentaram formar uma cerca humana em torno da Polícia Federal Preventiva, mas foram atacados com gás. Isto desencadeou uma série de confrontos, com a violência novamente inflamando a cidade. Muitos foram presos e há relatos de muitos feridos, alguns com tiros. Foi confirmado que três pessoas foram mortas.

A marcha se desenrolava numa atmosfera festiva até atingir o centro de Oaxaca. Ali começou a tentativa de formar uma cerca humana em torno das forças da PFP no zócalo (praça central) de Oaxaca. Grupos de membros do PRI começaram a provocar os manifestantes com insultos e a atirar bolinhas de gude com estilingues. Depois, a PFP começou a usar gás lacrimogênio para dispersar o povo. As pessoas começaram a se retirar, mas a polícia continuava a avançar e então começou o tumulto. Enquanto disparava gás lacrimogênio, a polícia continuava marchando adiante. As pessoas tentaram resistir de maneira pacífica, mas não puderam resistir ao gás lacrimogênio. Elas começaram a se defender com rojões, bombas caseiras e pedras.

A situação ficou bastante tensa na área a norte do centro na qual a polícia tentou cercar os manifestantes. Num dado momento, a PFP entrou em Santo Domingo, que está ocupado por um acampamento da APPO, e então ateou fogo no lugar. Muitos incêndios começaram ao redor da cidade, iniciados por sabotadores. Um ônibus próximo à cidade universitária, uma porta do Hotel Camino Real e em seguida os prédios do palácio legislativo e de relações externas foram todos alvos de incêndio.

A polícia começou a atirar e também a lançar galões de combustível contra os manifestantes. Esta prática já matou gente em Oaxaca, no dia 2 de novembro, e em outros lugares, como Atenco. A Rádio Universidade emitiu um chamado geral para a retirada e para sair das ruas. Próximo à Faculdade de Medicina, três pessoas foram baleadas com chumbo pela polícia a partir de dois camburões. Relatou-se que mais de cem disparos foram ouvidos. Os assassinos retiraram dois dos corpos e deixaram o terceiro estirado no local.

Junto a um lugar conhecido como El Pochote, um grande grupo foi rendido pela polícia. Também nas ruas de Fiallo e Colón, um grande número de professores e trabalhadores da saúde foram detidos e removido em dois ônibus. Ao norte do centro, vários relatos indicam que houve prisões em massa de até trinta pessoas, que foram atacadas com gás após serem detidas. Em El Fortín, testemunhas afirmam que a polícia estava espancando e torturando detidos antes de removê-los em camburões. A Rádio Universidade segue transmitindo, dando informes e fazendo denúncias.

A mobilização pacífica sofreu um ataque da polícia federal com gás e balas. Então, os manifestantes viram-se diante de uma onda de repressão por policiais armados e paramilitares que resultou na morte de três pessoas, muitos feridos, mais de sessenta manifestantes e transeuntes presos e um número ignorado de desaparecidos. Estes números estão aumentando porque a violência não deixou as ruas de Oaxaca.

Pessoas pegas na rua estão procurando lugares seguros para se esconder, pois a noite promete mais terror. A Rádio Universidade está pedindo aos seus ouvintes que abram suas portas e permitam que as pessoas se escondam. Agora, a PFP está entrando nos lares para revistá-los e procurar por manifestantes. A APPO lançou um apelo a todas as organizações nacionais e internacionais solidárias à luta de Oaxaca para protestarem onde puderem contra a brutalidade do governo federal mexicano em seu apoio a Ulises Ruiz.

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I'll do a portuguese translation

Bruno Parga 27.Nov.2006 21:19

It's now 19:18 here in Brazil; I'll have a portuguese translation ready by 21:00.

Spanish translation

Ramón 27.Nov.2006 22:57

I'm doing right now a Spanish translation. It's 23.56 in Holland. It will be done in half an hour, more or less.
Salud, camaradas

Radio F

Radio F 29.Nov.2006 02:04

Radio F will be transmitting a porgram dedicated to the conflict in Oaxaca. Although such will be just a general explicative outline of what has been happening, it seems quite needed in the spanish language press. The program will be broadcasted as of friday at 5pm at radio f's blog and it will be in spanish:

 http://radio-f.blogspot.com

photos of people's faces

anonymous 02.Dec.2006 20:10

suggestion. in some of the photos linked to the information about oaxaca on the front page of indymedia, there are close up photos of people who don't have their faces covered. Given the current situation in Oaxaca...not a good idea. Long shots of marches and that sort of thing are less worrisome, but close ups of unmasked people in the thick of it will only get more people detained. cover their faces or remove the photos.